“Eu não sou o melhor para você, certo? E sabemos que você também não é o melhor para mim, não é mesmo? Cada um pro seu lado, combinados? Caramba, estamos bem mais crescidos e maduros, legal, né? É como dizem, foi bom enquanto durou. Então é isso. Até logo, dois beijinhos no rosto, desce pro pescoço, um sorriso malicioso… Fugiu do controle. Só mais umas horas, mais umas noites, mais uma vida. Fazer o quê? A gente tenta se desamar outro dia… Hoje não.” — Allax Garcia.
“Tem sempre aquela pessoa, uma só, que tem tipo um passe-livre, uma carta branca na sua vida. Que vai ir, voltar, ir de novo e nunca vai parar de ser o que é pra você. Alguém pelo qual você nunca vai conseguir deixar de ter sentimentos. Todo mundo tem essa pessoa.” — Vinícius Kretek.
“[…] Deixo a máscara cair e me permito olhar pra você só um pouquinho. Você me olha também. E o nó na garganta só aumenta. Quase dois segundos depois, a gente se recompõe e volta a tentar ignorar a presença um do outro, descruzando o olhar. E eu, mentalmente, torcendo pra que um dia possa descruzar minha vida da sua também.” — Iolanda Valentim.
“Somos o que ninguém consegue ser. Complicados e ao mesmo tempo completos. Em todo final de frase em que eu a deixo sem graça, ela diz “idiota”, e eu, sendo o bom idiota que sou, replico dizendo “mas você bem que gosta”. Ela implica, faz cara de birra, mas termina concordando. Eu provoco, tiro do sério, mas no final dou uma trégua. Porque a gente é assim. A confusão que se arruma. O errado que dá certo. O incompleto completo. Em algum momento, nós acabamos deixando a ironia de lado e o orgulho barato jogado, e um acaba elogiando o outro verdadeiramente. Ela diz algo como “você é muito gentil”, e eu respondo com um “eu sei”. Ela vai acabar dizendo: “Idiota”. Porque a gente não tem jeito, mas se ajeita.” — Allax Garcia.






