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E eu sinto saudade. De tudo que podia ter sido e não foi, daquilo que deu certo e se perdeu. De todos que eu tinha ao meu lado e hoje não tenho mais. Da paz e da ordem que carregava comigo. Do que tive e também do que não pude ter. De tudo que um dia dia senti, de tudo o que eu costumava ser. Por que a verdade é que eu não morro de saudade, eu vivo dela.
— Ana Neves. 


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